quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CHAMAY

Como num pesadelo em  que quero acordar e não consigo ,assim me senti naquela tarde quando acordei de fato nos aposentos de Madame Jueves. Meus sais, quantos quadros num mesmo lugar..sabia que ela adorava pintar mas aquilo tudo junto..bem estava mesmo com tanta dor de cabeça que se as paredes estivesses nuas teria tido o mesmo repúdio pelo lugar.Sabia que ali ficaria os próximos dois anos estudando. Madame..não era má pessoa antes pelo contrário.Alegre. Alegre demais. Muito alegre. O tempo todo. Tudo era feito por ela com tal entusiasmo que a vontade que eu tinha era de sair correndo,correndo estrada afora. Sim. Estrada. Não era uma "delícia" que essa professora resolvesse ter sua escola para moças há trocentos mil quilômetros de qualquer coisa que se mexesse? "É o melhor pra ti" disse minha madrinha. Acho que ela não queria ou achava que não saberia como me tratar agora que havia me tornado uma moça. Enquanto criança ( come, dorme, brinca,agora toma banho, bebe tudo, faça lição,fique quieta etc..) não teve dificuldades mas agora..esses tempos modernos. Moças podem dar trabalho. Mas na casa de Madame não há tempo para se "dar trabalho" tamanha lista de atividades desde a hora em que "animadamente" ela acorda! Ópera. Muita ópera. E a ópera não acaba nunca. Pode piorar? Sim! Madame ainda canta junto!(Chimay é a protagonista dessa história. Segue no capítulo 2).

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