sexta-feira, 5 de abril de 2013

cp 6

       Quando Chamay conseguiu se afastar daquele rosto cheiroso e tão..tão.. ele disse:
"Por favor não pense..que..na verdade..eu..não eu .. quis dizer mesmo é que entende? Não? Desculpe."
"O que foi isso exatamente? Isso existe? Eu..não sei o que dizer tambem..desculpe. Vou subir."

Quando a porta do quarto fechou com uma Chamay entre assustada e feliz fechou tambem para aquele sonho de amor. Por enquanto. 
No outro dia de manhã incrivelmente Chamay estava com uma aparência muito boa. O mundo não parecia lindo, ela pensava interiormente. Bem interiormente. Muito interiormente. Sentou na mesa do café não sem antes desculpar-se com madame pelo dia anterior onde dores sinceras haviam lhe tirado do convívio da casa. Ó sim, madame bem podia compreender essas "coisas de jovens" não é? não sem dar uma leve piscadinha de olho referindo-se ao período menstrual das meninas.
" Minha querida Chamayyyyy!!! Hoje preciso muito de um favor seu! Lock meu amado sobrinho  e afilhado precisa ir a aldeia do pêssegos para buscar os outros livros com nosso velho contador. Coitado, as vista já não o ajudam muito. Voce faria essa gentileza?"

Com todo o controle que um ser necessita nessa hora Chamay apenas riu de soslaio e disse "Ãha pode ser."

Ceus como o mundo pode ser belo belo lindo belo lindo de novo ái ái ái...No banho queria que cada gota colorida envolvesse seu ser num abraço de perfume...e ao entrar na condução que os levaria pensou que realmente morrer e entrar no paraiso devia ser isso. O tempo de viagem foi de duas horas e duas horas foram de mãos entrelaçadas apertadas como se quisessem fundir-se. Não ousaram beijar-se o motorista estava alí mas que difícil foi. Ao descerem no pequeno povoado souberam que seu Justinino estava no médico. Na verdade o médico estava com ele. Na casa dele. Mas era só uma visita de médico mesmo para saber se ele estava usando o colírio indicado e tomando os chás recomendados. Teriam que esperar para vê-lo, era melhor que fossem se acomodar na casa do contador, havia refeição pronta e um quarto de banho se precisassem e um cômodo com poltronas para descanso e um café. Aceitaram com praze. Com prazer. Era tudo que possuíam pra dar um ao outro. Quer seja o nome que dessem..estavam absortos em si mesmos. Diagnóstico: apaixonados. E nada mais aconteceu naquele mundo de Lock e Chamay naquele dia. Amaram-se amaram-se amaram-se até quase nada mais fazer sentido ou ao contrário, tudo fazer um enorme sentido.
 O criado do contador bateu à porta informando do jantar.
Foram recebidos por um senhor já doente percebía-se mas tranquilo e simpático. Paciencioso. Durante o que pareceu uma eternidade ele passou todos os livros e num capricho imenso todos os seus relatórios que madame precisaria para que ele Lock agora assumisse. 
"Sei do seu passado Lock de bom vivant, gastador, apesar de ser inteligente e nas escolas ter sempre tirado notas altas. Mas aquele seuprocesso..."
"Eu não gostaria mais de falar nisso senhor.." disse Lock.
"Mas é bom que saiba.." ia falando Justinino.
"Não, é bom que o senhor saiba. Eu mudei. Muito. Nem eu mesmo sei o quanto. Antes eu achava que tudo era só ir vivendo e quando madrinha me chamou pedindo que a ajudasse só pensei em vir, ajudar e voltar para cidade mas... Não mais. Quero ficar. Quero ficar e pode ser a maior loucura de toda minha vida mas ..quero casar. Sim eu quero casar!!!!"
"Bom!! Muito bom meu rapaz ouvir isso! Pois sua madrinha já havia previsto que o melhor para sossegá-lo seria casando e .....surpresa!!!! Amanhã voce estará casado.!!!"


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