sexta-feira, 5 de abril de 2013

cp 6

       Quando Chamay conseguiu se afastar daquele rosto cheiroso e tão..tão.. ele disse:
"Por favor não pense..que..na verdade..eu..não eu .. quis dizer mesmo é que entende? Não? Desculpe."
"O que foi isso exatamente? Isso existe? Eu..não sei o que dizer tambem..desculpe. Vou subir."

Quando a porta do quarto fechou com uma Chamay entre assustada e feliz fechou tambem para aquele sonho de amor. Por enquanto. 
No outro dia de manhã incrivelmente Chamay estava com uma aparência muito boa. O mundo não parecia lindo, ela pensava interiormente. Bem interiormente. Muito interiormente. Sentou na mesa do café não sem antes desculpar-se com madame pelo dia anterior onde dores sinceras haviam lhe tirado do convívio da casa. Ó sim, madame bem podia compreender essas "coisas de jovens" não é? não sem dar uma leve piscadinha de olho referindo-se ao período menstrual das meninas.
" Minha querida Chamayyyyy!!! Hoje preciso muito de um favor seu! Lock meu amado sobrinho  e afilhado precisa ir a aldeia do pêssegos para buscar os outros livros com nosso velho contador. Coitado, as vista já não o ajudam muito. Voce faria essa gentileza?"

Com todo o controle que um ser necessita nessa hora Chamay apenas riu de soslaio e disse "Ãha pode ser."

Ceus como o mundo pode ser belo belo lindo belo lindo de novo ái ái ái...No banho queria que cada gota colorida envolvesse seu ser num abraço de perfume...e ao entrar na condução que os levaria pensou que realmente morrer e entrar no paraiso devia ser isso. O tempo de viagem foi de duas horas e duas horas foram de mãos entrelaçadas apertadas como se quisessem fundir-se. Não ousaram beijar-se o motorista estava alí mas que difícil foi. Ao descerem no pequeno povoado souberam que seu Justinino estava no médico. Na verdade o médico estava com ele. Na casa dele. Mas era só uma visita de médico mesmo para saber se ele estava usando o colírio indicado e tomando os chás recomendados. Teriam que esperar para vê-lo, era melhor que fossem se acomodar na casa do contador, havia refeição pronta e um quarto de banho se precisassem e um cômodo com poltronas para descanso e um café. Aceitaram com praze. Com prazer. Era tudo que possuíam pra dar um ao outro. Quer seja o nome que dessem..estavam absortos em si mesmos. Diagnóstico: apaixonados. E nada mais aconteceu naquele mundo de Lock e Chamay naquele dia. Amaram-se amaram-se amaram-se até quase nada mais fazer sentido ou ao contrário, tudo fazer um enorme sentido.
 O criado do contador bateu à porta informando do jantar.
Foram recebidos por um senhor já doente percebía-se mas tranquilo e simpático. Paciencioso. Durante o que pareceu uma eternidade ele passou todos os livros e num capricho imenso todos os seus relatórios que madame precisaria para que ele Lock agora assumisse. 
"Sei do seu passado Lock de bom vivant, gastador, apesar de ser inteligente e nas escolas ter sempre tirado notas altas. Mas aquele seuprocesso..."
"Eu não gostaria mais de falar nisso senhor.." disse Lock.
"Mas é bom que saiba.." ia falando Justinino.
"Não, é bom que o senhor saiba. Eu mudei. Muito. Nem eu mesmo sei o quanto. Antes eu achava que tudo era só ir vivendo e quando madrinha me chamou pedindo que a ajudasse só pensei em vir, ajudar e voltar para cidade mas... Não mais. Quero ficar. Quero ficar e pode ser a maior loucura de toda minha vida mas ..quero casar. Sim eu quero casar!!!!"
"Bom!! Muito bom meu rapaz ouvir isso! Pois sua madrinha já havia previsto que o melhor para sossegá-lo seria casando e .....surpresa!!!! Amanhã voce estará casado.!!!"


Capítulo 5

                   Chamay sentiu a boca secar. Queria pensar em algo menos clichê mas era isso mesmo: boca seca. O olho dele. Nela. Quando um olhar nos chega assim se vier acompanhado de um toque de mão...pronto, tá feito. E ele tocou. Na mão e pior no coração. Era o carimbo que ela não queria a marca que ela não precisava. Tarde, muito tarde. Encantou-se por aquele sorriso faceiro de quem não vê mal algum em dar um susto em alguem.
                   Quando madame os encontrou estavam exatamente nessa situação. 
"Ó então se conheceram! Lock meu querido venha cá preciiiiso lhe mostrar os livros da contabilidade acho que seu Justinino já não anda dando conta do recado sozinho.."
                   Chamay subiu as escadas e quando entrou no quarto é que percebeu o livro que havia pego: "Doces e salgados preferidos da família" de uma tal Cris Lima. "Livro de Receitas!". pensou. Só ela mesma. Estranho, ela olhava para aquelas receitas e seu pensamento voou longe e nem se reconheceu ao se imaginar num enorme piquenique com todos aqueles pratos expostos e ele chegando e então..
                  "Mas onde voce pensa que está Chamay? Acorda! Tu nunca foi disso. Qual é o teu objetivo aqui? Estudar o que der e ir para a capital. Morar só. Azar se pensassem mal de mim. Mulher morando sózinha..Onde já se viu?" Chamay falava com ela mesma numa louca tentativa de voltar a razão.
                   Não saiu mais do quarto naquele dia alegou dor de cabeça, dor de ouvido, dor de dente enfim todas as dores juntas. Ficou horas ouvindo as conversas e risadas e mais risadas e sussurros e mais risadas parecia que as irmãs tambem haviam se encantado por ele. Ouviu a hora em que as meninas se recolheram, quando a madame deu boa noite e então vendo só a lamparina do corredor acesa saiu pra cozinha. Precisava de um chá, de um café, de um vinho de qualquer coisa que a acordasse daquele estado estranho. 
                     Da porta do escritório- saleta de livros Lock viu aquele vulto de mulher passando pelo corredor e apenas observou. "Que olhar solitário ela tem " pensou. As moças com quem estava acostumado a conviver logo caíam na sua conversa e ele sempre soube como envolver alguem quando assim o quisesse. Mas aquela moça. Diferente ela. Por um segundo pareceu entrar em seus olhos para no segundo seguinte baixá-los e sair e ..só. Saiu sem mais nem porque. Ele esperou durante o jantar e mesmo depois mas a moça não retornou. Chamay. Esse era o nome. Madame disse ser uma de suas pupilas estava ali para estudar família pequena. Chamay. Não sabia porque mas algo lhe dizia que isso significa alguma coisa a mais.
                       "Não se assuste por favor dessa vez." E Lock foi entrando na cozinha que ainda cheirava a sopa e café. 
                        " Não vou me assustar. Aceita um café?" disse uma Chamay que fervia por dentro. Não queria fitar-lhe os olhos pois sabia que...Ele não deu-lhe tempo para mais nada. Tirou a xícara de suas mãos e a beijou. Bem suave de início mal suas bocas encontravam-se e então cada parte de seus corpos enlaçarem-se de tal maneira como se sempre estivessem ali para isso apenas. Um minuto? Uma hora? Um século? Quanto tempo durou aquele beijo aquele sabor? Não saberiam responder, não quando o tempo pára. Aí não tem como contar...

quarta-feira, 27 de março de 2013

PODE ME CHAMAR DE

Ano 2159...Estou escondida. Eles bem que me procuram mas não adianta. Conheço essas terras muito melhor que eles então estou em vantagem. Mas nem sempre foi assim...já vivi livre sob o sol, leve e solta...adorava correr pelas pedras, gramas, matos, areia enfim...natureza mesmo sabe? Adoro a natureza. Até, vou confessar, na cidade eu conseguia ser feliz. Felicidade é uma questão de ponto de vista. Eu era feliz. Talvez porque sempre me contentei com pouco. Mas isso eles não entenderam e conseguiram acabar com minha alegria. Agora vivo assim, escondida..Tá vou confessar de novo, para alguns eu até apareço. Mas as vezes. Só as vezes. Restou pouco de minha pureza. Não acredito mais no ser humano. É mais fácil eu acreditar em bichos, olha periga me ver até fazendo amizade com uma samambaia mas bicho-homem tô fora. Cara eles destroem tudo ao redor. Se tem árvore inventam a serra elétrica. Onde tem barro tacam cimento em cima. Se encontram uma praia linda jogam lixo e mais lixo na areia. Inventam coisas sem noção, já ouviu falar de "cigarro"? Um troço fedorento que acaba com a saude não tem gosto bom mas eles tão lá pitando um atrás do outro. Daí Deus inventou a cana de açucar pra eles terem um docinho né ah mas não eles conseguiram e dali tiraram uma tal de aguardente que por aí tu calcula o gosto que tem. Credo! Tem mais coisa-sem-noção quer saber? Revólver (é um troço que sai um outro troço de dentro e mata o vivente que tiver na frente), bomba atômica (buenas essa mata quem tiver na frente, atrás ,do lado , mata tudo), homem-bomba (é um imbecil que não satisfeito em se estraçalhar estraçalha quem não tem nada com isso) . Ai quer saber chega, nem é bom pensar mais nessas idiotices. Mas como eu dizia agora vivo escondida. Sou "coisa rara" como eles dizem. Meu nome? Ah sim desculpa não me apresentei: sou h20 mas pode me chamar de água.


FIM







segunda-feira, 18 de março de 2013

capitulo 4

            Senti-se estranha naquela manhã...alguma coisa estava fora da sua ordem do seu controle. Ela sempre dominou muito bem seus sentimentos mas não sabia o que acontecia. Parecia que o tempo havia parado e nem mesmo as árvores se mexiam lá fora.
      "Preciso me concentrar no livro.Essa agora. Ler e ler e ler."
Quando entrou na sala de livros foi escorregando a mão pelas capas e vez por outra olhava mais atentamente até que (e sempre tem um até que) ouviu uma voz. Não, "a" voz. Alguem falava com madame e pelas risadas o assunto era bom. Pegou um livro que quase caiu e ficou parada ouvindo.
        "Lock voce continua o mesmo fanfarrão!!!! E tornou-se um belo sedutor ãh?!"
         "Ah ah minha querida madrinha sempre bondosa mas não, não sou tudo isso que a senhora pensa. Na verdade tenho me cansado um pouco dessa vida que tenho levado.. em função do meu trabalho...essas viagens estão se tornando menos atraentes a cada trilho de trem percorrido.."
          "Mas seus trens são o grande sucesso em nossas aldeias, são belos confortáveis e lembro-me bem dos chás, ah! os chás e seus serviço completo de bandejas com iguarias exóticas...deu-me água na boca de lembrar de minha última viagem ao norte."
"Fartou-se com os pêssegos da Milanésia do Norte eu lembro bem..estão fora de época senão os teria trazido..mas trouxe-lhe uma caixa de abratás do Leste; estão verdes ainda mas creio que poderão ser abertos em cinco ou seis dias. Madrinha, ainda tomamos seu Frisante de vodka por aqui?"
             "Mas claro! Fique aqui que já volto!"
             Porem ficar parado ali não estava nos programa de Lock e saiu pela casa como se a tentar lembrar de cada peraltice feita ainda menino com a velha empregada a correr atrás com a vassoura..riu de si mesmo e quando viu entrou na pequena saleta de livros e riu de novo do susto que a moça levou!!!!!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

  A sala de leitura não era exatamente uma biblioteca mas a seleção de livros era bem interessante. Teriam um longo inverno sabia disso e se já achava que estavam isoladas em dias de sol calcula quando começasse chover e frios e. Bem, consolo que de certo modo diminuía sua ..ãh seria tristeza? Não. Era mais uma melancolia estranha e conformada. Tinha que estar ali então ali estaria. E na companhia de livros melhor ainda. Que fosse. 
" Guriasss (era sempre assim que madame as chamava), nas próximas semanas faremos o que chamo de "O que entendí do que lí".  Explico, explico: Darei a manhã de hoje para que conheçam nossos livros. Na hora de nosso almoço me mostrarão o que escolheram e o que esperam dessa leitura. Quando terminarem e aí não estipulo tempo, claro, quando terminarem veremos o quanto crescemos."

Falou tudo quase sem respirar, "não sei como consegue  pensou Chamay, credo".
Uma manhã inteira com seus pensamentos livres. Lembrou-se de uma amiga que tivera ainda pequena  e de quando brincavam de "psiu,calou, ficou", onde ganhava quem ficasse mais tempo sem falar..Certa vez sentadas na escada em frente a casa chegaram a dormir tamanho silêncio hehe. Ganhava sempre, Luap (esse era o nome da amiga) adorava conversar. E ela mesmo perguntava e ela mesmo respondia o que para Chamay era muito bom, lá tinha respostas ..Cada pergunta.."Como será seu marido?" "Onde irão morar?" Sua casa vai ter jardim? A minha vai ter um enorme só de cravos, adoro cravos mas minha vó diz que é flor de defunto, defunto? Vê se pode?" 
E assim tagarelava Luap e agora pensou que se ela alí estivesse escolheria um belo romance daqueles de chorar (argh!) do primeiro ao último capítulo. Enquanto seus pensamentos voavam seus olhos preguiçosamente percorriam os títulos dos livros...Assuntos dos mais variados desde Ciências até ensaios de peças e Clássicos e , um livro chamou-lhe atenção: "Verdadeira Casa Dos Perfumes". Ora todos sabiam sobre a Casa de madame, a mais antiga "casa para moças" que se tinha notícias e claro não contando com o Convento Senhora de Deus mas esse era pras gurias que queriam seguir vida de religião.(Outro "argh!" mas com todo respeito claro). Pegou o livro.
(continua capítulo 4)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013



A lagarta cansada da vida difícil, desistiu de viver deitou 
dormiu e sonhou; a borboleta com pena da lagarta saiu de dentro dela e voou!!! 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cap 2

Desceu amuada as escadas com a mão na testa ( assim talvez a cabeça não caísse de tanta dor) e encontrou Madame Jueves ja posicionada na mesa do café a espera de suas garotas. Tres na verdade. Alem de Chamay duas irmãs tambem moravam na casa mas haviam chegado bem antes, uns dois anos antes. Ross e Tuni. Lindas. Silenciosas. Diria-se serem o oposto de Madame. O que era muito bom só ela já enchia os ares.
   "Venha venha querida sente-se aqui para o seu primeiro café na Casa dos Perfumes!!!" gritava Madame.
Santa animação. Sentou-se e de repente aquele cheiro de manteiga batida realmente lhe deu fome. Santina ( a grande cozinheira que cheirava a baunilha e cebola o tempo todo) estava trazendo o pão. Feito no forno simples sem muita história. Por um momento que não soube explicar sentiu-se em casa. Credo, devia ser fome isso e serviu-se de cafe com leite. Tuni contava devagarinho entre um gole do seu cafe sobre como era sua terra natal no norte do país, uma pequena cidade que vivia da plantação de pêssegos. Ross quase não falava e apenas concordava com a irmã mais velha. Ambas tinham olhos castanhos muito lindos mas Tuni parecia ser mais feliz. Madame incentivava as conversas formulando perguntas querendo que todos ali bem convivessem. Mas era exigente e metódica. Mais metódica do que exigente. Dizia sempre:
  "Ser humano inteligente aprende de primeira".
(continua cap 3)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CHAMAY

Como num pesadelo em  que quero acordar e não consigo ,assim me senti naquela tarde quando acordei de fato nos aposentos de Madame Jueves. Meus sais, quantos quadros num mesmo lugar..sabia que ela adorava pintar mas aquilo tudo junto..bem estava mesmo com tanta dor de cabeça que se as paredes estivesses nuas teria tido o mesmo repúdio pelo lugar.Sabia que ali ficaria os próximos dois anos estudando. Madame..não era má pessoa antes pelo contrário.Alegre. Alegre demais. Muito alegre. O tempo todo. Tudo era feito por ela com tal entusiasmo que a vontade que eu tinha era de sair correndo,correndo estrada afora. Sim. Estrada. Não era uma "delícia" que essa professora resolvesse ter sua escola para moças há trocentos mil quilômetros de qualquer coisa que se mexesse? "É o melhor pra ti" disse minha madrinha. Acho que ela não queria ou achava que não saberia como me tratar agora que havia me tornado uma moça. Enquanto criança ( come, dorme, brinca,agora toma banho, bebe tudo, faça lição,fique quieta etc..) não teve dificuldades mas agora..esses tempos modernos. Moças podem dar trabalho. Mas na casa de Madame não há tempo para se "dar trabalho" tamanha lista de atividades desde a hora em que "animadamente" ela acorda! Ópera. Muita ópera. E a ópera não acaba nunca. Pode piorar? Sim! Madame ainda canta junto!(Chimay é a protagonista dessa história. Segue no capítulo 2).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

OUTRO LADO

A vida toda esteve naquela casa. Nunca havia saído de lá. Nem sabia que tempo fazia mas lembrava da poeira que circundava o casarão, depois começaram a surgir algumas pequenas plantas e então uma cerca e então a poeira sumiu e concretaram tudo e os muros e os cães e..nunca saiu dali.Vivia seus dias iguais a não ser pelas coisas que via na janela e que podiam isso sim variar: a chuva, o sol, as ventanias, as estrelas..as estrelas..Mas naquele dia sentiu que era sua única chance. Precisava sair pois seria realmente sua única chance de saber o que havia por trás daqueles muros. Depois dessa chance não veria mais nada.Colocou um xale azul escuro sobre os ombros e abriu o portão. Conforme caminhava sentia faltar-lhe o ar e a boca sem nada de saliva mas seguiu em frente e ...viu. Uma cidade enorme erguera-se alem de seus muros..linda..exuberante...movimentada...barulhenta sim mas que barulho de vida tão diferente dos sons a que estava sempre acostumada...Alí a velha mulher ficou por longo tempo até sentir que sua visão se fora totalmente. Então com sua bengala voltou para dentro dos seus muros. Agora cega tinha lindas imagens para reviver dentro de si.E assim viveria até o fim.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Fundos da praia de Figueirinha...ela tinha fundos..os cômoros . E ali nossas mães nos levavam para encher até os olhos de areia e fazer a volta achar um caminho sem muito espinho por favor!!!!!!! e sair lá pela praia Bento Gonçalves onde tinha um Hotel estranho e todo mundo caía no mar!!! No meio desses cômoros tinha um "oásis" de árvores mas para a gente tudo era grande e eu subia os montes e ficava abismada com aquele visual da serra lá no fundo...Então um dia alguem apareceu lá em casa dizendo que um guri havia se perdido nos cômoros..Eu sinceramente não lembro quanto tempo durou até que acharam a criança nem deve ter sido muito, mas a mobilização foi tanta na praia que dalí em diante passei a respeitar mais aqueles montões de areia...até eu crescer e eles desaparecerem...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As fotos milagrosas...ou não.

        Não sabíamos, jamais saberíamos a falta que faz um celular...não em 1973..ou seria 1974..?. Enfim, lá estávamos nós duas de novo, gravador ligado mas o cenário agora era o quarto da Nina. Sentadas no chão e cantando (engraçado, só lembro da gente cantando hehehe) cada uma pegou uma foto tres por quatro dos respectivos amores para sempre e ficávamos desejando que eles aparecessem (por isso a falta do celular fosse hoje era só ligar..acho..) e então ouve-se um assobio janela abaixo!!! As duas "voam" e colam o rosto no vidro (hahaha bem assim!!) e lá, olhando encantadoramente pra cima o amor pra sempre dela, da minha amiga Nina!!! E eu fiquei lá cantando e olhando a foto...nada aconteceu. Era o dia dela com certeza..fui pra casa. Eu hein? segurar vela nem pensar...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu e minha melhor amiga Neiva Nina 1974

1974. A gente pegou o gravador e correu pra beira da praia. Chuviscava. "Cuida pra não molhar. As pilhas são novas?" Eram, mas não durariam a eternidade que a gente queria. Daí ouvindo "Fala" a gente sonhava. Mick Jagger ia chegar logo logo (de Unesul decerto) porque ele e Nina estavam namorando. Eu esperava o David Cassidy que entre um intervalo e outro das gravações da Família dórémí viria  (de Unesul suponho tambem)me pedir em namoro..e enquanto a gente sonhava o gravador cantava e o mar só ouvia...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PASSADO PASSOU?

O ano era 2010..ou 1975? Buenas, minha produtora me ligou informando qual colégio participaria do Programa Galera de Atitude TVE canal 7 (que ninguem vê muito mesmo fazer o quê?): "É o Colégio Inácio Montanha sabe onde fica?" ela perguntou. Hahaha pensei eu. Se sei. E lá fui eu. Estacionei numa rua pertinho. Fui caminhando devagarinho e parei diante daquele muro que tantas vezes tive vontade de pular, matar a aula só pra ir no Centro Comercial e botar fichinhas na máquina de música para ouvir o Demis Roussus cantando "Ever and Never Forever.." Não sei quanto tempo fiquei ali parada de frente para o tal muro e então me dei conta que se continuasse ali provavelmente me levariam pro São Pedro (coitada bem louca falando sozinha). Não eu não estava sozinha porque fechando os olhos podia ver claramente o Ivo (lembram dele?) cuidando se a gente estava de uniforme e caguetando os que fumavam no pátio; a gigantesca e enorme Iolanda Dipp no alto dos seus 1m e 55cm de altura (porque pra mim ela parecia um gigante?) a nos meter medo eu então nem respirava do lado dela; as combinações de cola nas provas "se eu colocar a mão na testa a resposta é "A" se eu coçar o nariz a resposta é "B" hehehehe; as garrafinhas de caçulinha dos refri no bar (agora deram pra chamar de cantina naquela época era bar do colégio); a Gloria nos ensaiando a música "Rio Grande do Sul o gaucho quer cantar"; o Batista fazendo a gente treinar volei com aquelas horríveis bolas de basquete...Então parei. Voltei pra 2010..os alunos estavam me esperando...o passado pode esperar..já já volto nele de novo!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MINHA GENTE DO INACIO...

E então eu tava no tal do Face e foi como se a porta da aula se abrisse devagarinho e e apareceu a Lourdes.(.ih ela agora é Evelise, quer dizer sempre foi mas só Evelise agora. Mas como diz a Glória prima Wagner pra nós é Lourdes mesmo..) e a Susana já lembrando do aniver surpresa (coisa boa fica pra sempre está provado!!) e o Hoedi nos presenteando com a foto linnnda do Castro e da Cris ( meus mais que maravilhosos amigos que compartilharam momento muito importante de minha vida)com a Silveira (cadê voce gritou a Cris Girardi!!!) e a Elise sim a Elise que andava sempre sempre sempre com a Cida ( cá pra nós meus braços ardem até hoje das cortadas dessas duas..uma levantava magistralmente e a outra PIMBA tambem magistralmente hehehe) e a Lena lá das neves enrolada em calor estrangeiro vindo nos ver e A sempre sorridente Cris Só que é chiquetérrima profe de Frances e Nelson Malta relembrando histórias velhas e tão jovens histórias....Tão jovens histórias...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Queria acreditar nas pessoas mas as vezes isso é muito difícil...Então tu vai lá ajuda quem precisa quem te procura implorando pra que tu ajude e tu cai como um pato. Ajudei uma mulher a se reconstruir, dei meu nome emprestado e o que a pessoa faz? Te sacanea na maior cara de pau...Ainda bem que na minha vida isso é excessão ainda bem que 99 por cento das pessoas que conheço são sensacionais..ainda bem..mas que essa cretina merece o troco ah merece. Mas Deus vai dar..eu sei.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Anna Laura e Jorge Henrique

Quando fui chegando no corredor já dava pra ouvir aquele som bom de quem tem criança em casa! Desenho animado na TV e som de ...que música era aquela mesmo? Anna Laura tava no computador curtindo um som..Jorge Henrique dançava na sala (já que tem som vamos dançar hehhe) e a gente agradece por respirar o mesmo ar desses anjos..Não é um privilégio?

GPS

Eu tenho GPS. Mas não é igual aos GPS dos outros carros. Meu é de carne e osso hehehe. Meu Dennis. Ele guia junto. " Melhor pegar esquerda agora", " buraco nessa esquina, lembra" ou ainda "mantem a direita vamos dobrar em seguida". Ele cuida. E facilita claro. Toda a atenção na direção com uma ajuda dessa facilita. Para mim pelo menos e porque é ele claro.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Batebatebate Coração...

O dia não tinha amanhecido ainda e prometia ser quente. Eu estava quente. Fervendo acho. Meu coração resolvera mudar de lugar e batia na garganta.E essa de medo tava seca. "Tudo tranquilo amor vamos pegar a estrada?" ele pergunta bem feliz e eu: "Nosssssa tudo super tranquilo. Vamos nessa que vai ser muito tri!". Foi tudo que saiu da minha boca completamente sem saliva. Daí vem na cabeça aquelas conversas de eu com "mim mesma" tipo: "Pra que inventar de guiar auto agora? Mas não era o que tu semmmmmmmpre quis?? Tá mas e agora encarar friuei e estradinha do mar..."
Já no carro: "..será que vou ouvir o barulho do motor com esse barulho de motor dentro de mim?"

Buenas...isso faz um tempo...agora o coração voltou para o lugar dele e as viagens graças e graças sempre tem sido mais tranquilas hehehe... Mas que a primeira foi casca foi. Ah e para compensar quando cheguei na praia guardei bem guardadinho o auto e fui imediatamente fazer tratamento de hidratação a base de Cerveja gelada hehehe.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ela

No quintal da minha casa tem um pé de amora... não, peraí não é nenhum verso não. É que é verdade. E sábado de manhã estava eu lindamente com minha baciazinha colhendo frutinhas escuras e docinhas para colocar na cachaça (fica um licor muito bom) quando ela chegou. Eu poeticamente tentando entrar em alfa com a natureza pensei "Tem espaço para nós duas". Não tinha. Pelo menos para ela.. Veio em minha direção mirando meus olhos e praticamente gritando "Saindo faz favor, saindo que esse condomínio de amoras é meu". (Tá, ela não falou nada disso mas é como se tivesse falado). E caracas mil fui indo de costas e fui e fui e entrei em casa com coração na mão.Volto lá depois nem tô com pressa mesmo. E com abelha não se brinca.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fazeroquê

2011. Na base lunar abro meu cérebro eletrônico virtual para ver as condições do tempo na Terra. Vamos voltar hoje e estou com muitas saudades da vida simples do meu planeta. Ler um bom livro, escutar rádio, passear no Sol, beber água (ái que saudades de uma água da pena mesmo). Lá no meu planeta as pessoas se encontram ao vivo não como aqui na Lua onde todos só se comunicam através desse cérebro eletrônico, sábado é dia de matiné, domingo é dia de parque, comer pipoca doce e salgado no mesmo pacote e me lambuzar com um Chicabom. Pegar o auto do meu pai emprestado e me mandar pra Ipanema encontrar a turma..Comer maçã comprada na venda que vem enrolada num papel azul (aqui na lua é tudo embalagem de plástico),chiclé sabor tuttifruti e bala 7 belo, saber quem casou com quem lendo a revista Amiga e morrer de rir com as charges do Sofrenildo no Correio do Povo... Vai ser bom voltar... essa viagem no tempo futuro já me cansou...